Densitômetro ou Espectrodensitômetro?

 

Densitômetro ou Espectrodensitômetro. Qual deve ser usado pelo impressor?

Esta tem sido uma pergunta bastante comum pelas gráficas.

 

Em primeiro lugar notamos que a diferença básica entre o densitômetro e o espectrodensitômetro de reflexão é do primeiro ter apenas 4 filtros (para as cores de processo – magenta, ciano, amarelo e preto) enquanto no segundo diversos outros filtros que, em conjunto, permitem uma resposta espectral no comprimento de onda dentro da faixa visual de 400 a 700 nanômetros para medição de cores, sendo selecionados 4 filtros para as cores de processo.

 

Os vários filtros existentes nos espectrodensitômetos possibilitam também que eles façam a medida de valores colorimétricos e apresentação de curva espectral da cor (com, eventualmente, um custo adicional para estas e outras funções).

 

O principal aspecto a ser observado é que para o controle da cor, durante o processo de impressão, o impressor necessita de valores densitométricos para abrir ou fechar os tinteiros corretamente – tanto no caso de cores de processo quanto na impressão de cores especiais.

 

As medidas e tolerâncias colorimétricas (L*a*b*, L*C*H*, CMC, etc) como também a curva espectral, caso estas funções estejam instaladas nos espectrodensitômetros, não vão trazer grandes benefícios ao impressor na correção do processo. Isto porque, como dissemos anteriormente, o controle deve ser feito através das medidas densitométricas que permitem maiores análises no que está acontecendo durante a impressão e predizendo se os desvios no processo irão provocar mudanças na cor.   

 

Assim, os valores colorimétricos medidos pelos espectrodensitômetros irão dizer apenas se a cor mudou, o que caso aconteça poderá ser percebido visualmente. Portanto, as medidas colorimétricas não informam que fatores levaram a mudança na cor durante a impressão.

 

Apesar da medida de densidade não ter valores fixos estipulados – somente sugestões de valores nos anexos das normas de Tecnologia Gráfica: Controle do processo de separação de cores, prova e impressão (ISO 12647 e ABNT -Associação Brasileira de Normas Técnicas), ela ajuda ao impressor a conseguir e manter a carga de tinta adequada para atender os valores colorimétricos e tolerâncias estabelecidas dentro destas normas. O ganho de ponto tem valores específicos a serem seguidos, nas normas citadas.  

 

De outro lado, a função colorimétrica existente nos espectrodensitômetros pode ser bastante útil no controle de qualidade ou no laboratório de tintas quando é verificado se a cor da tinta está no padrão – o que tem de acontecer antes do início do trabalho de impressão ou quando o impressor formula sua tinta na máquina. Esta função é importante também no sentido de confirmar se as cores foram impressas dentro das especificações estabelecidas pelo cliente.

 

De fato, cada um desses instrumentos tem funções específicas para cada aplicação seja na pré-impressão, impressão ou controle de qualidade. E, na maioria das vezes, um custo a ser pago para cada função adicional, o que faz com que a escolha e decisão de compra entre o densitômetro ou espectrodensitômetro devam estar compatíveis com a aplicação e trabalho a ser realizado.

 

Também é fundamental a boa assistência técnica pelo fornecedor além de um treinamento adequado a todos os técnicos da empresa de forma que os instrumentos operem corretamente, com os operadores em pleno conhecimento da tecnologia envolvida, tanto nas funções colorimétricas ou densitométricas. Ainda mais que esses equipamentos podem representar uma mudança de conceitos industriais dentro da gráfica, pois trazem com suas medidas a previsibilidade da qualidade a ser alcançada na produção da cor, atendendo a máxima do “fazer certo na primeira vez!”.

 

E, como garantia maior antes da compra, fazer pesquisa junto a outras gráficas que adquiriram este tipo de instrumentos perguntando se eles estão em plena atividade e, se não estiverem, por qual razão. Quanto mais instrumentos em atividade na gráfica consultada melhor será a qualidade na resposta.  

 

Carlos Monteiro

 

carlos.monteiro@itgcom.com

 

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